PL oficializa candidatura de Jair Bolsonaro à reeleição

(crédito: Vinicius Doria)


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Discurso de Bolsonaro na cerimônia fez aceno a jovens, mulheres e também à ala bolsonarista mais ideológica

O Partido Liberal (PL) oficializou a candidatura do presidente Jair Bolsonaro (PL) à reeleição, na manhã deste domingo (24/7), no ginásio do Maracanãzinho, localizado na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro.


A candidatura de Bolsonaro foi anunciada por volta das 11h17, horário em que o candidato ao lado da primeira-dama Michelle Bolsonaro entrou no ginásio. No palco, o presidente ficou entre a esposa e o candidato a vice-presidente, Walter Braga Netto. Na primeira fila do da estrutura estavam também o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o filho do presidente e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente do PP, Ciro Nogueira. 


Bolsonaro iniciou a fala dele por volta de 11h45 e mesclou discurso ideológico-religioso com feitos do governo. 
“Todos os dias, quando me levanto, tenho uma rotina: dobro os joelhos, rezo o Pai Nosso e peço a Deus que esse povo brasileiro nunca experimente as dores do comunismo. Peça também a ele”, disse Bolsonaro, enquanto apoiadores entoavam cânticos de apoio a ele.


Durante o discurso, Bolsonaro exaltou feitos do governo e fez elogios a ministros, como Tarcísio Freitas (Infraestrutura), Rogério Marinho (Desenvolvimento regional) e Tereza Cristina (Agricultura) - que serão candidatos às eleições deste ano - e também a aliados, como o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).


“Está aqui o presidente Lira, um enorme aliado nosso. Tem colaborado muito com o governo. Graças a ele conseguimos aprovar leis que vieram baixar o preço dos combustíveis”, disse.
Nos elogios que fez a ministros de sua gestão, Bolsonaro mencionou obras concluídas pela pasta da Infraestrutura, de Tarcísio, a transposição do Rio São Francisco, a cargo do Ministério do Desenvolvimento Regional de Marinho e a política adotada por Tereza Cristina na agricultura. Bolsonaro aproveitou o momento para também criticar o PT e Lula, o principal adversário nas eleições.


"Estou mostrando o que fizemos e o que pretendemos continuar fazendo. Isso não é virtude, mas obrigação. Quando se fala em corrupção vocês sabem quem estava na frente do governo, mas descasos e roubalheira, obras não concluídas”, disse.


Antes de iniciar o discurso político, Bolsonaro passou o microfone para a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, enquanto falava sobre uma passagem bíblica sobre “mulher virtuosa”. O discurso em tom religioso com afirmações de que Bolsonaro era um escolhido por Deus ocorreu, mas a primeira-dama também falou sobre política e sobre o governo Bolsonaro.


“Foi a preço de sangue estarmos aqui. Deus ama essa nação, ela é abençoada, ela é próspera e rica. Ela só foi mal administrada. Deus ama essa nação. Nós aprendemos a interceder por ela”, disse. “Ele é um escolhido de Deus. Esse homem tem um coração puro e limpo. A reeleição não é por um projeto de poder como muitos pensam. Não é por status porque é muito difícil estar desse lado. A reeleição é por um propósito de libertação e cura para o Brasil”, disse Michelle, referindo-se ao marido.


Michelle também direcionou o discurso a mulheres, público em que o presidente possui forte rejeição. “Falam que ele não gosta de mulheres e ele foi o presidente da história que mais sancionou lei para a proteção das mulheres. Foram 70 leis de proteção para as mulheres. Falam que ele não gosta de mulheres, mas ele sancionou a lei que dava direito a mães de filhos de microcefalia ao BPC (Benefício de Prestação Continuada). Quando ele leva água para o Nordeste, está cuidando da mãe, da dona de casa. A mãe que leva o balde, a bacia na cabeça para fazer alimento e dar banho nos filhos”.

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