Adélio Bispo de Oliveira,  

40 anos, esfaqueou Bolsonaro na barriga sendo preso em flagrante.

(Fonte: Divulgação)

Adélio Bispo de Oliveira, autor do atentado contra Jair Bolsonaro (PL) durante a campanha de 2018, passará por novo exame médico. No entanto, este procedimento não foi agendado devido à falta de especialistas disponíveis. As informações são do UOL.

Se o exame for realizado e em função dos resultados, o Adélio pode responder livremente.
Em 2018, Adélio Bispo foi considerado não público, o que significa que foi absolvido de todas as acusações. Mesmo assim, ficou internado por tempo indeterminado.
Além disso, o Tribunal exigiu a realização de exames médicos de três em três anos. Novos trabalhos devem ser feitos até  1º
 de junho deste ano.

No entanto, a 5ª Vara Federal de Campo Grande (MS) indicou em nota que teve dificuldade em encontrar peritos oficiais.

"Apesar de diversos esforços da Secretaria do Tribunal junto aos peritos registrados na Subdivisão Judiciária de Campo Grande, até o momento não houve manifestação de interesse dos dois peritos em realizar uma revisão. , conforme determina a lei."

A agência também indicou que a busca por especialistas havia sido suspensa devido à pandemia de Covid19.

Contudo, para cumprir o prazo do novo procedimento, a 5ª Vara solicitou uma manifestação do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) sobre o seu quadro de peritos.
O departamento respondeu que “não dispõe de servidor médico psiquiatra com aptidão para a realização de perícia médica e emissão de parecer pericial conclusivo”.

Com isso, a Vara enviou um despacho ao Ministério Público Federal de Mato Grosso do Sul e à Defensoria Pública para que eles se manifestem. Agora, o órgão aguarda o retorno.

Carta ao STF

Adélio Bispo escreveu uma carta na qual pede que o Supremo Tribunal Federal (STF) avalie se sua internação sem data para acabar é inconstitucional.

Detido no Presídio Federal de Campo Grande (MS), Adélio protestou contra a decisão da 3ª Vara Federal de Juiz de Fora,  em junho de 2019, que tornou a contenção de Adélio uma medida de segurança, um estágio por tempo indeterminado.

Em outra carta, Adélio reclamou da quantidade de remédios que estava tomando e disse que queria mudar o tratamento médico. Na sala da penitenciária, ele foi atendido por psicólogos, mas na carta ele pedia para ver apenas psicólogos.

Segundo o Uol, a proteção de Adélio passou a ser garantida pela Defensoria Pública Federal. No entanto, seu ex-advogado, Zanone Manuel Júnior, foi intimado como curador a pedido do réu.

Na carta, o autor do ataque de Bolsonaro argumentou que não poderia ficar isolado por mais tempo do que o permitido por lei. Atualmente, o período máximo de detenção  é de 
80 anos. Se o pedido de Adélio for encaminhado pela Defensoria Pública e os ministros do STF avaliarem a tese a favor, Adélio ficará internado, no máximo, até 2058, quando completar 80 anos.

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