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Pelo menos uma tonelada saiu do Brasil pelo Aeroporto Internacional de São Paulo. Para burlar a fiscalização, a quadrilha chegou a contar com a ajuda de agentes federais.



As bagagens de mão eram simples, como as de outros passageiros, mas transportavam uma mercadoria valiosa e de origem criminosa. A reportagem especial deste domingo (15) mostra como funcionava um esquema milionário de contrabando de ouro da Floresta Amazônica.
Pelo menos uma tonelada saiu do Brasil pelo Aeroporto Internacional de São Paulo. Para burlar a fiscalização, a quadrilha chegou a contar com a ajuda de policiais federais.
O ouro extraído de forma ilegal ia para a cidade de São José do Rio Preto (SP) e era processado antes de seguir para o Aeroporto de Guarulhos. Só em dois anos, teria passado pela cidade mais de uma tonelada do metal. E esse número pode ser muito maior. Isso porque a suspeita é de que o grupo agia há pelo menos dez anos.
Segundo a polícia, só a empresa Itagold, processou, ou seja, transformou em barras mais de 200 kg de ouro para a quadrilha em menos de um ano. O valor: R$ 60 milhões. De São José do Rio Preto, o ouro seguia para o aeroporto com notas frias de empresas do Paraguai.
A investigação no Rio de Janeiro revelou que a organização criminosa contava com a ajuda de dois policiais federais sendo um delegado e um agente da Interpol.
“Um dos policiais era uma espécie de segurança do transporte dessas joias e o outro indicativo de tentar entrar em área restrita com essa joia, sobretudo com o ouro”, destaca Tácio Muzzi, superintendente da PF.
A quadrilha contava com mulas, pessoas encarregadas de transportar o ouro nessas viagens. Em três anos pai e filho fizeram 56 viagens. Todas para o mesmo destino: Itália. O Fantástico teve acesso às imagens que revelam o caminho do ouro no maior aeroporto do país. Veja na reportagem de Mohammed Saigg e Maurício Ferraz.

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