Procurador-geral do município de Teresina depõe na CPI do transporte público — Foto: Reprodução/CMT

Fonte: G1


Aurélio Lobão fez declaração ao depor, nesta terça-feira (29), na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). O superintendente da Strans, Cláudio Pessoa, também foi chamado para depor na sessão.


O procurador-geral do município, Aurélio Lobão, depôs na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do transporte público de Teresina, nesta terça-feira (29). Além dele, o superintendente municipal de transportes e trânsito, Cláudio Pessoa, também foi chamado para prestar depoimento na sessão.


O procurador-geral afirmou, durante o depoimento, que a prefeitura não honrou com o último acordo judicial firmado pela prefeitura com as empresas de ônibus por acreditar que o pagamento não resolveria o problema e os funcionários das empresas continuariam a declarar greve.


Aurélio Lobão disse que a relação entre empresas e trabalhadores é problemática há anos e que a população e o município arcam com as consequências dessa relação, já que os funcionários reclamam direitos trabalhistas e afirmam não serem atendidos pelos empregadores.


"Não adiantava fazer qualquer acordo transferindo recursos para as empresas se elas não iriam repassar. Teríamos que ter uma garantia de elas iam repassar para os trabalhadores para que eles não entrassem em greve e ficássemos nesse ciclo infinito de paralisações e prejuízos para a população", disse.


O procurador-geral afirmou que se reuniu pelo com os empresários e com os sindicatos dos trabalhadores para entender a dificuldade das duas partes e tentar resolver a situação.


"Tivemos reuniões no Ministério Público e audiências públicas na Justiça do Trabalho, porque, embora o município tenha uma relação contratual com as empresas, os funcionários delas, que não têm qualquer vínculo direto com o município, ao entrar em greve afetam a prestação do serviço", afirmou.


Aurélio Lobão disse ainda que os trabalhadores relataram não terem recebido o auxílio alimentação e plano de saúde pagos pela prefeitura. "Isso começou a criar uma desconfiança da necessidade de uma intervenção mais enérgica", declarou.


O procurador-geral relatou que a prefeitura está analisando a situação do transporte público, por meio da Strans, que estuda a parte técnica, da Controladoria Geral do Município, na parte contábil, e a Procuradoria Geral do Município (PGM), na parte jurídica.


"Estamos perto de identificar os verdadeiros gargalos, já identificados alguns, que perduram desde 2014, a partir da licitação, e estamos perto de um parecer técnico para arrematar saídas de uma vez por todas. Uma coisa é certa, o município quer resolver", declarou Aurélio Lobão.

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