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Haddad e Bolsonaro negam que vão propor nova Constituição

09 OUT 2018
09 de Outubro de 2018
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Candidatos que disputarão o 2º turno deram entrevista ao 'Jornal Nacional', da TV Globo. Ambos falaram em mudanças por meio de emendas constitucionais

Fonte: Veja

Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) (Silvia Izquierdo/AP/Nelson Almeida/AFP)


Os dois candidatos à Presidência da República que disputarão o segundo turno, Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), deram entrevistas ao Jornal Nacional, da TV Globo, na noite desta segunda-feira 8. Questionados a respeito de propostas para uma nova Constituição, expressas no programa de governo de Haddad e em falas do vice de Bolsonaro, general Hamilton Mourão (PRTB), ambos disseram que não pretendem fazer a elaboração de uma nova Carta, mas sim propor reformas por meio de emendas constitucionais.

 

O petista afirmou que sua campanha abandonou a ideia de convocar uma Assembleia Constituinte exclusiva. “Nós revimos nosso posicionamento, nós vamos fazer as reformas por meio de emendas”, disse.

 

Segundo Haddad, três grandes reformas serão propostas por meio de emendas caso ele seja eleito. A primeira seria a da reforma tributária. “No Brasil, quem sustenta o Estado é o pobre, infelizmente. Quem paga mais imposto proporcionalmente são os pobres, os ricos não pagam nada”, afirmou. Por isso, completou o petista, seu possível governo irá propor a isenção de Imposto de Renda para aqueles que ganham até cinco salários mínimos.

 

A segunda emenda constitucional citada pelo petista preverá a reforma bancária. “Não é possível continuar convivendo com essa concentração de bancos, com as taxas de juros que eles cobram do empresário que quer produzir e do consumidor que quer comprar no crediário”, disse.

A terceira medida proposta ao Congresso caso ele seja eleito será revogar a PEC do teto dos gastos aprovada pelo governo Michel Temer (MDB), que “afetou drasticamente o investimento”.

 

Haddad também foi questionado sobre uma declaração do ex-presidente do PT José Dirceu, segundo quem era “questão de tempo para o partido tomar o poder”, caso o petista seja eleito e não possa assumir o governo. O ex-prefeito de São Paulo afirmou que discorda das declarações do correligionário, que defende a democracia e que o ex-dirigente petista não faz parte de sua campanha nem integrará seu governo, caso eleito.

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