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Suposta profetisa estaria incentivando práticas sexuais entre crianças

09 FEV 2018
09 de Fevereiro de 2018

Uma seita. É assim que o delegado Jetan Pinheiro, coordenador das Delegacias Especializadas do Piauí, classifica o caso dos adolescentes vítimas de trabalho infantil e exploração sexual em Campo Maior . Os jovens foram resgatados ontem (07) em cumprimento a mandado de busca e apreensão e a mulher responsável pela casa, identificada como Maria Hosana, foi ouvida pela polícia.

Em conversa com o Portal O Dia, o delegado Jetan deu detalhes do depoimento de Maria Hosana e, de acordo com ele, o que a mulher fazia com os adolescentes era “uma verdadeira lavagem cerebral. Se auto intitulando profetisa, ela celebrava casamentos entres os jovens e os incentivava a manter relações sexuais uns com os outros, além de submetê-los a torturas físicas, como caminhar cerca de 100 quilômetros em um único dia e jejuar por mais de 24 horas.

“Para você ter ideia do poder de convencimento que ela tem, há adolescentes que querem retornar para ela, que não a veem como uma criminosa, mas como uma deusa. Eles a chamam de deusa e realmente acreditam nas coisas que ela faz. É praticamente uma seita, uma verdadeira lavagem cerebral que ela faz em pessoas sem instrução e em situação de vulnerabilidade. Ela age com malícia”, resume o delegado.


O delegado Jetan Pinheiro deu detalhes de como Maria Hosana agia (Foto: Moura Alves/O Dia)

O depoimento de Mara Hosana foi colhido ontem na Delegacia de Campo Maior, na presença de policiais e de representantes do Conselho Tutelar. No entanto, mesmo após dar detalhes de como agia, ela teve que ser liberada, porque ainda não há nenhuma medida cautelar expedida pela Justiça em desfavor de Maria Hosana. O delegado Jetan diz esperar que, com os relatos colhidos e as provas materiais que estão sendo anexadas, a polícia consiga representar por um pedido de prisão preventiva.

O principal argumento é que Maria Hosana pode continuar recrutando e delinquindo crianças e adolescentes por onde passar. Esse recrutamento, segundo a polícia, é feito por duas mulheres, uma de 24 e uma 19 anos, sendo, esta última, filha de Maria Hosana. No momento, a polícia esta colhendo os depoimentos das vítimas e espera ouvir, nos próximos dias, o pai de um dos adolescentes cooptados pela mulher.

“Ela será enquadrada em duas tipificações criminais: exploração de trabalho infantil e exploração sexual. O crime pelo trabalho infantil será investigado pela Polícia Federal, que é a instância que cuida desses casos; já o crime de exploração sexual fica com a gente da Polícia Civil. Como a Maria Hosana tem residência em Teresina e não temos ainda qualquer medida cautelar contra ela, a DPCA [Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítima) já foi acionada e está de sobreaviso caso ela haja na Capital”, afirmou o delegado Jetan.

Os adolescentes resgatados se encontram sob proteção da polícia e estão sendo acompanhados pelo Conselho Tutelar.

Fonte: Portal o dia

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